um dia não são dias
A um amor que não existe em ti. A um amor que não quer sair de mim.
sábado
quinta-feira
a carta
Não trago comigo uma história fascinante, trago sim um desabafo da melhor história de amor que conheci, que como todas as histórias teve um final...
J.
Não estranhes o turbilhão que pode ser esta carta, são pensamentos soltos que ficaram por dizer. Tenho isto aqui presa que já vai para a segunda primavera que insiste em não sair. As lágrimas, os gritos, as bebedeiras e até mesmo os amigos não apagam este sentimento.
O meu problema és tu. Tu és a melhor forma de amor que eu conheço. Apaixono-me por ti cada vez que te vejo. Cada sorriso, cada gargalhada descabida... Tenho saudades de te ver adormecer e mexer no teu cabelo encaracolado horas a fio.
No outro dia fui a praia contigo e quando fechaste os olhos para apanhar sol perdi-me nas tuas sardas de Verão e no teu corpo delicioso ainda molhado da água do mar. Aqueles segundos fizeram-me voltar dois anos atrás quando saímos da praia já quase de noite, púnhamos a mochila as costas, montávamo-nos na mota e rumávamos a casa para tomar banho depois de fazer amor pós-praia com aquele gosto especial a água salgada.
Sei que me faz mal combinar cafés contigo, ou irmos os dois passear, mas quando estou contigo sinto-me completo. Nós continuamos os mesmos, continuo a saber os teus mais íntimos segredos, as nossas conversas continuam a ser intermináveis e as horas contigo continuam a voar. Mas faz-me mal não te tocar, não te abraçar ou não te dar a mão na rua.
Guardo para mim uma esperança, ainda que pequena, de te ter comigo de novo. De acordar ao teu lado, de te levar onde não tive oportunidade, de me sentar contigo á porta daquela velhota, de sair a correr de casa porque a tua mãe te estava a telefonar. Quero ouvir de novo o teu “amo-te” enquanto fazemos amor.
Apetece-me raptar-te e levar-te ao Gerês e depois fazer aquela viagem pela costa Vicentina. Só os dois, ir onde nunca chegámos a lá ir.
Um dia vou pintar em frente à tua janela: “i know you’ll be a star in somebody else’s sky, but why not mine” e nesse dia vou devolver-te o nosso álbum, aquele que eu tenho que acabar e não consigo. Vou ainda tirar de trás da cama os quadros com as nossas fotos que escondi lá depois de tudo.
Tenho muito mais para te dizer, mas fica aqui um até logo *
J.
Não estranhes o turbilhão que pode ser esta carta, são pensamentos soltos que ficaram por dizer. Tenho isto aqui presa que já vai para a segunda primavera que insiste em não sair. As lágrimas, os gritos, as bebedeiras e até mesmo os amigos não apagam este sentimento.
O meu problema és tu. Tu és a melhor forma de amor que eu conheço. Apaixono-me por ti cada vez que te vejo. Cada sorriso, cada gargalhada descabida... Tenho saudades de te ver adormecer e mexer no teu cabelo encaracolado horas a fio.
No outro dia fui a praia contigo e quando fechaste os olhos para apanhar sol perdi-me nas tuas sardas de Verão e no teu corpo delicioso ainda molhado da água do mar. Aqueles segundos fizeram-me voltar dois anos atrás quando saímos da praia já quase de noite, púnhamos a mochila as costas, montávamo-nos na mota e rumávamos a casa para tomar banho depois de fazer amor pós-praia com aquele gosto especial a água salgada.
Sei que me faz mal combinar cafés contigo, ou irmos os dois passear, mas quando estou contigo sinto-me completo. Nós continuamos os mesmos, continuo a saber os teus mais íntimos segredos, as nossas conversas continuam a ser intermináveis e as horas contigo continuam a voar. Mas faz-me mal não te tocar, não te abraçar ou não te dar a mão na rua.
Guardo para mim uma esperança, ainda que pequena, de te ter comigo de novo. De acordar ao teu lado, de te levar onde não tive oportunidade, de me sentar contigo á porta daquela velhota, de sair a correr de casa porque a tua mãe te estava a telefonar. Quero ouvir de novo o teu “amo-te” enquanto fazemos amor.
Apetece-me raptar-te e levar-te ao Gerês e depois fazer aquela viagem pela costa Vicentina. Só os dois, ir onde nunca chegámos a lá ir.
Um dia vou pintar em frente à tua janela: “i know you’ll be a star in somebody else’s sky, but why not mine” e nesse dia vou devolver-te o nosso álbum, aquele que eu tenho que acabar e não consigo. Vou ainda tirar de trás da cama os quadros com as nossas fotos que escondi lá depois de tudo.
Tenho muito mais para te dizer, mas fica aqui um até logo *
Joana
Chama-se Joana e foi na manhã de 14 de Outubro de 2004, uma quinta-feira, que fiquei de boca aberta quando ela passou por mim. Já a conhecia, fomos colegas inclusive, mas, naquele dia foi diferente. Qualquer coisa nela me fez olhar duas vezes. Confesso que sempre lhe achei uma certa “piada” mas nunca passou daí.
Nesse dia, o coração quase me saiu pela boca...
Nunca acreditei em amor á primeira vista mas tudo mudou desde essa manhã. Um simples olhar me preencheu a alma. E acreditem foi o suficiente para me atirar de cabeça.
Nessa noite, mandei a primeira mensagem... Fiquei uma meia hora, a olhar para o telemóvel à espera de ouvir aquele “bip bip”, embora em vão, a mensagem não chegou.
No dia a seguir não a vi... Chegada a noite, meio cabisbaixo, decidi ir meter-me na cama... Por volta da meia-noite recebo uma mensagem a agradecer o beijo da noite anterior, foi o suficiente para eu voltar a sorrir.
No seguinte Domingo, já a trocar mensagens, depois dum jogo fora, recebo uma mensagem dela a dizer que tinha passado por mim na carrinha dos Pimpões... Nessa noite muitas mensagens correram e foi o suficiente para eu mostrar o quanto sou habilidoso com as palavras. Segunda-feira chegou e encontrei-a na escola, enchi-me de coragem e fui meter conversa... estávamos no bloco A ela tinha ido ao cacifo, as minhas pernas tremiam e rezava para que tudo me saísse com tinha planeado... acabei por lhe pedir o horário... (nada do que tinha pensado).
Nessa semana, corria todos os intervalos para onde ela estava a ter aula e ia dar uma volta com ela, falar de tudo... Sempre com a voz meio tremida e com uma estranha sensação de desconforto e pouco a vontade...
Foi na quarta-feira, dia 20, que me declarei, disse o que sentia, deitei tudo cá para fora... Pensei que se calhar o tinha feito cedo de mais, e por isso, enviei uma mensagem a dizer que tinha sido tudo muito de repente mas que não aguentava o sentimento só para mim... Ela respondeu á mensagem como eu esperava, a concordar comigo, mas porém, ela também se confessou dizendo que eu lhe tinha vindo estragar os planos porque ela tinha decidido não arranjar menino (e estava naquela fase em que pensam que não precisam de nós para nada), ela disse "...cada dia que passa ficas mais especial para mim!..". Foi um tiro certeiro!
Cada vez saímos mais, trocamos imensas mensagens. Os meus amigos já não podiam ouvir falar da Joana e as amigas todas dela vinham ter comigo a perguntar isto e aquilo.
Esta semana passou-se. Chegada a segunda-feira 25, e depois de uma noite em que dormi sobre o assunto, decidi pôr-lhe as cartas sobre a mesa! Quando estava no Inglês Centre mandei uma mensagem a dizer que precisava de falar com ela um assunto importante que viesse ter comigo ao pé do “Xaneca”... Assim foi, pedi á minha professora para sair mais cedo e as 18.35 estava lá á espera dela... Primeiro foi o “atrofianço” até que ela pediu para irmos para “algum sitio” e foi feita a vontade dela, sentámo-nos em “algum sitio”.
Disse o que realmente sentia e o que pretendia dela (...) Ela aceitou... dia 25 de Outubro de 2004 começámos a namorar. Não me lembro de algum dia ter sido tão feliz.
Nesse dia, o coração quase me saiu pela boca...
Nunca acreditei em amor á primeira vista mas tudo mudou desde essa manhã. Um simples olhar me preencheu a alma. E acreditem foi o suficiente para me atirar de cabeça.
Nessa noite, mandei a primeira mensagem... Fiquei uma meia hora, a olhar para o telemóvel à espera de ouvir aquele “bip bip”, embora em vão, a mensagem não chegou.
No dia a seguir não a vi... Chegada a noite, meio cabisbaixo, decidi ir meter-me na cama... Por volta da meia-noite recebo uma mensagem a agradecer o beijo da noite anterior, foi o suficiente para eu voltar a sorrir.
No seguinte Domingo, já a trocar mensagens, depois dum jogo fora, recebo uma mensagem dela a dizer que tinha passado por mim na carrinha dos Pimpões... Nessa noite muitas mensagens correram e foi o suficiente para eu mostrar o quanto sou habilidoso com as palavras. Segunda-feira chegou e encontrei-a na escola, enchi-me de coragem e fui meter conversa... estávamos no bloco A ela tinha ido ao cacifo, as minhas pernas tremiam e rezava para que tudo me saísse com tinha planeado... acabei por lhe pedir o horário... (nada do que tinha pensado).
Nessa semana, corria todos os intervalos para onde ela estava a ter aula e ia dar uma volta com ela, falar de tudo... Sempre com a voz meio tremida e com uma estranha sensação de desconforto e pouco a vontade...
Foi na quarta-feira, dia 20, que me declarei, disse o que sentia, deitei tudo cá para fora... Pensei que se calhar o tinha feito cedo de mais, e por isso, enviei uma mensagem a dizer que tinha sido tudo muito de repente mas que não aguentava o sentimento só para mim... Ela respondeu á mensagem como eu esperava, a concordar comigo, mas porém, ela também se confessou dizendo que eu lhe tinha vindo estragar os planos porque ela tinha decidido não arranjar menino (e estava naquela fase em que pensam que não precisam de nós para nada), ela disse "...cada dia que passa ficas mais especial para mim!..". Foi um tiro certeiro!
Cada vez saímos mais, trocamos imensas mensagens. Os meus amigos já não podiam ouvir falar da Joana e as amigas todas dela vinham ter comigo a perguntar isto e aquilo.
Esta semana passou-se. Chegada a segunda-feira 25, e depois de uma noite em que dormi sobre o assunto, decidi pôr-lhe as cartas sobre a mesa! Quando estava no Inglês Centre mandei uma mensagem a dizer que precisava de falar com ela um assunto importante que viesse ter comigo ao pé do “Xaneca”... Assim foi, pedi á minha professora para sair mais cedo e as 18.35 estava lá á espera dela... Primeiro foi o “atrofianço” até que ela pediu para irmos para “algum sitio” e foi feita a vontade dela, sentámo-nos em “algum sitio”.
Disse o que realmente sentia e o que pretendia dela (...) Ela aceitou... dia 25 de Outubro de 2004 começámos a namorar. Não me lembro de algum dia ter sido tão feliz.
Dia 1
Foi numa manhã de Outubro solarenga que eu olhei para ti, não que fosse a primeira vez que te via, mas a primeira vês que vi sorrir. Era o intervalo de 20 minutos e eu estava naquela escola o primeiro ano. Conhecia algumas pessoas que também tinham sido transferidos para ali e fui com eles ao café que ficava mesmo em frente à escola comprar o lanche matinal. Passei por ti no portão e o João parou para falar contigo. Estive uns minutos de parte a olhar para as tuas expressões e o à vontade que tinhas com ele, conhecem-se há imenso tempo pensei!
Entrei no café, pedi um croissant com chocolate (feitos na hora, eram deliciosos!) e vim cá para fora. Entretanto o João acabou a conversa e fui ter com ele.
Eu- Olha lá? De onde é que conheces a Joana?
Ele - É minha prima, porquê? Estás interessado?!
Eu- Achas?! Mas olha que.. - disse eu como quem não me importava nada
Ele- Queres que t'a apresente?
Eu- Nepia...
Ele- Anda lá! - e puxou-me.
Estava com amigas que eu conhecia.
João- Este é o Gonçalo e quer te conhecer.
Ela- Joana, prazer - e deu-me um sorriso simpático.
Deu o toque de entrada e apressei-me para ir para a aula...
Dias não são dias, e neste, apaixonei-me para a vida.
Entrei no café, pedi um croissant com chocolate (feitos na hora, eram deliciosos!) e vim cá para fora. Entretanto o João acabou a conversa e fui ter com ele.
Eu- Olha lá? De onde é que conheces a Joana?
Ele - É minha prima, porquê? Estás interessado?!
Eu- Achas?! Mas olha que.. - disse eu como quem não me importava nada
Ele- Queres que t'a apresente?
Eu- Nepia...
Ele- Anda lá! - e puxou-me.
Estava com amigas que eu conhecia.
João- Este é o Gonçalo e quer te conhecer.
Ela- Joana, prazer - e deu-me um sorriso simpático.
Deu o toque de entrada e apressei-me para ir para a aula...
Dias não são dias, e neste, apaixonei-me para a vida.
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